O QUE REUNIR ANTES DE PEDIR UM SUPORTE DE COMUNICAÇÃO. (e poupar tempo, dinheiro e frustração)
Há um padrão que se repete em muitas pequenas e médias empresas: o contacto com uma agência ou estúdio corre bem, a reunião é produtiva, há entusiasmo… e depois começam as idas e voltas. Correcções intermináveis, propostas “quase”, detalhes que afinal eram essenciais e só aparecem a meio do processo.
Um suporte de comunicação (um site, uma apresentação comercial, um flyer, um catálogo, um post, uma proposta, um stand, um vídeo) não é apenas “um design”, deve ser design com um objectivo, para conseguir isso, deve reunir alguma informação antes de pedir produção, para ser bem entendido e evitar desperdício de tempo em correcções e propostas que não correspondem ao pretendido.
1) Objectivo do suporte:
“para quê, em que momento e com que resultado” Não basta dizer “preciso de um catálogo” ou “preciso de um site”.
2) O que a empresa faz, sem jargão e numa frase
Simples, claro e directo.
3) Para quem é:
Cliente ideal e cliente que queres evitar Um suporte não é para “toda a gente”. Quando tentas falar para todos, não convences ninguém.
4) As 5 dúvidas que o decisor tem (e que o suporte tem de responder)
Antes de confiar, um decisor faz sempre a mesma validação mental. Junta as respostas, de forma directa.
5) Provas: o que confirma credibilidade sem exageros.
Num B2B, o design chama a atenção, mas são as provas que fecham a confiança.
6) Mensagens-chave:
Três ideias que têm de ficar na cabeça Se uma pessoa só retiver três coisas, quais são?
7) Tom e linguagem:
Como falas quando estás frente a frente A comunicação escrita e visual deve soar como tu soas ao vivo.
8) Referências (sim) e anti-referências (ainda mais importantes)
As referências ajudam, mas as anti-referências evitam desastres.
9) Conteúdos disponíveis:
O que já existe e o que falta Nada atrasa mais do que descobrir a meio que afinal não há textos, fotos ou dados.
10) Critérios de sucesso e limites práticos
Dois pontos que poupam semanas: O que é “aprovado” para ti? Ex.: “tem de ser simples, directo, sem floreados; tem de ter casos e um caminho claro para contacto.”
Que limites existem? Prazo real, orçamento, restrições legais, equipa disponível para aprovar, necessidade de versão mobile, idiomas. Sem critérios, cada revisão é apenas gosto pessoal.
Quando a empresa reúne esta informação antes de pedir um suporte, acontece algo simples: deixa de “comprar design” e passa a construir clareza. E a clareza faz duas coisas ao mesmo tempo: reduz o tempo perdido em correcções e propostas ao lado aumenta a probabilidade do suporte ser entendido por quem decide.
Se quer que cada suporte trabalhe para sí e sustente a confiança que constrói offline, comece por alinhar o essencial. O resto (design, copy, estrutura, formatos) passa a ser execução, não tentativa e erro.