NOTICIA 01

Fórum para a Competitividade prevê abrandamento da economia já a partir do primeiro trimestre

O Fórum para a Competitividade prevê que a economia portuguesa abrande já desde o 1.º trimestre de 2025, após um 4.º trimestre de 2024 “muito forte” (crescimento em cadeia de 1,5%). A instituição aponta a degradação do cenário internacional — incluindo incerteza associada às medidas do novo presidente dos EUA, revisões em baixa do crescimento dos principais parceiros e efeitos de tarifas — como principal travão, a par de menor dinamismo do consumo e investimento. O PIB, que cresceu 1,9% em 2024, deverá avançar 1,5%–2,0% em 2025 e 1,4%–2,0% em 2026, com inflação a aliviar para 2,0%–2,3% este ano. O relatório também cita incerteza política interna e defende reformas estruturais para elevar o crescimento potencial.
https://eco.sapo.pt/2025/04/24/forum-para-a-competitividade-preve-abrandamento-da-economia-ja-a-partir-do-primeiro-trimestre/?utm_source=chatgpt.com

NOTICIA 02

O retrato do turismo em Portugal

O turismo é, cada vez mais, um setor altamente estratégico e de elevado peso na economia portuguesa. É um setor-chave. Os Factos que Contam desta semana mostram o quão relevante é para Portugal.
https://sicnoticias.pt/programas/factos-que-contam/2025-05-20-video-o-retrato-do-turismo-em-portugal-2c45efb8

 

 

 

ANÁLISE CRUZADA

Enquanto o Fórum para a Competitividade alerta para uma quebra no consumo privado e abrandamento do PIB, os dados do turismo revelam um novo máximo histórico nas receitas até Maio, com mais de 9,8 mil milhões de euros gerados.

Este contraste expõe duas realidades que coexistem em 2025:
Internamente, o consumidor está mais cauteloso e seletivo.

Externamente, os turistas continuam a chegar e a gastar sobretudo em experiências e serviços com valor percebido.

Este cenário duplo representa um desafio e simultaneamente uma oportunidade para as PME nacionais, sobretudo as de serviços. Torna-se assim essencial apostar num posicionamento diferenciador que aumente a perceção de valor internamente, enquanto se aproveita a dinâmica positiva do turismo para compensar a desaceleração interna. Segmentar estrategicamente e comunicar benefícios claros e distintos para cada público torna-se crítico para proteger margens e captar novas oportunidades de negócio.

 

PERGUNTA ASSISTIDA

Para aproveitar este cenário, como pode uma PME de serviços ajustar o seu posicionamento e comunicação?

1. Reposicionar como marca orientada para “experiência” e “confiança”

Evitar discurso de “necessidade” ou “preço baixo” que reforça o cenário de contenção.
Focar no impacto, resultado e benefício: “menos stress, mais tempo, mais valor, mais confiança”.
Adaptar mensagens para reforçar fiabilidade e utilidade num contexto de incerteza.

2. Comunicar para dois públicos com lógicas distintas
Consumidor nacional: foco em valor emocional, durabilidade e diferenciação.
Ex: “Invista num serviço que continua a servir depois de entregue.”
Turista internacional (mesmo indiretamente): adaptar naming, menus linguísticos, horários, presença em mapas/plataformas.
Mesmo serviços não turísticos podem ser “turismo-friendly” (logística, saúde, estética, transportes, etc.).

3. Explorar parcerias com marcas ou negócios ligados ao turismo
Serviços complementares: uma PME de saúde pode cooperar com alojamentos, uma consultora pode trabalhar com agências locais, etc.
Partilha de base de contactos, co-branding e presença conjunta em experiências ou conteúdos.

4. Criar pacotes e serviços adaptados a momentos específicos
Ex: versão simplificada e rápida de um serviço com entrega em 48h (ideal para turistas)
Ex: packs promocionais para nacionais em contexto de férias reforçando o fator “presente para si”

✅ Conclusão

Uma PME que compreenda que o contexto nacional exige empatia e adaptação e que o turismo oferece liquidez e escala pode reposicionar-se como uma marca resiliente, relevante e atraente para ambos os públicos. A chave está na segmentação estratégica e numa comunicação que mostre utilidade com significado.

 

Ago2025
Declaração de responsabilidade: Esta informação foi gerada com recurso a plataformas de inteligência artificial, a partir de dados públicos disponíveis no momento da sua elaboração. Não constitui aconselhamento legal, financeiro ou previsão garantida de eventos futuros. As respostas apresentadas resultam da formulação de perguntas orientadas para gerar reflexão estratégica e não substituem a análise técnica especializada.