NOTICIA 01
“BCE troca o medo da inflação pelo pânico da deflação”
Os dados de agências internacionais (Reuters, Morningstar) e documentos oficiais do BCE corroboram os elementos centrais da peça da ECO: oito cortes sucessivos, taxa-depósito a 2 %, preocupações crescentes com inflação abaixo de 2 % e alusões concretas ao risco deflacionário provocado por euro forte, tarifas externas e procura anémica.
OBS.:O único ajuste de nuance é que, nos comunicados do BCE, a deflação ainda não é o cenário base, mas sim um risco que justifica manter uma política “flexível e pragmática”.
https://eco.sapo.pt/especiais/bce-troca-o-medo-da-inflacao-pelo-panico-da-deflacao/
NOTICIA 02
Economia portuguesa arranca 2025 com a maior queda trimestral desde a crise pandémica
O consumo interno em Portugal abrandou no arranque de 2025. O recuo de 1,1% no 1.º trimestre e a “quase-paragem” de Abril nos retalhistas indicam uma travagem real; Maio mostra pequena recuperação, mas o conjunto do semestre fica claramente abaixo do ritmo de 2024.
https://expresso.pt/economia/2025-05-02-economia-portuguesa-arranca-2025-com-a-maior-queda-trimestral-desde-a-crise-pandemica-d23cd25
ANÁLISE CRUZADA
Duas notícias recentes destacam um cenário económico preocupante para 2025. O Banco Central Europeu já não teme a inflação elevada, mas sim uma possível deflação, alertando para riscos crescentes de estagnação económica. Paralelamente, Portugal registou no primeiro trimestre de 2025 a maior queda do PIB desde a crise pandémica (-0,5 %), indicando uma retração clara no consumo privado e no investimento.
Este contexto coloca as micro e pequenas empresas de serviços perante um desafio imediato: como continuar relevantes e manter margens quando o consumidor está mais cauteloso e sensível ao preço?
PERGUNTA ASSISTIDA 1
A desaceleração de Abril foi pontual ou antecipa mais trimestres de consumo fraco?
Abril não foi um “choque isolado”; a retoma de Maio mostra que não estamos perante uma espiral de queda, mas o Banco de Portugal já admite trimestres de crescimento modesto (inferior a 2024) até que o rendimento disponível volte a acelerar. Ou seja, espera-se consumo positivo mas fraco no resto de 2025.
PERGUNTA ASSISTIDA 2
Que rubricas caíram mais — duráveis (automóvel, mobiliário) ou não-duráveis (alimentar)?
Bens duradouros (automóveis, mobiliário, electrodomésticos)
Desaceleração clara; compras de valor elevado são mais adiadas quando as expectativas enfraquecem.
Bens não-duradouros (alimentar, higiene)
Mantêm-se resilientes — compras essenciais não são adiadas e até beneficiam da queda da inflação.
a travagem é visível sobretudo nos duráveis; o supermercado e outras despesas correntes continuam a crescer, ainda que num ritmo mais moderado.
PERGUNTA ASSISTIDA 3
Como uma PME se pode precaver destes possíveis acontecimentos?
A nível financeiro e operativo, a PME deve alongar liquidez e blindar-se a juros voláteis: assegurar fundo-de-maneio para 6-9 meses, converter dívida variável em taxa fixa e recorrer apenas a crédito bonificado (PME InvestEU, PRR) para investimentos que cortem custos fixos. Em paralelo, proceder à automação de tarefas repetitivas com SaaS/IA para manter margens mesmo se as vendas abrandarem, criar versões “budget” ou packs-lite dos seus produtos para reter clientes sensíveis a preço e diversifica mercados via e-commerce ou exportação lusófona, reduzindo exposição à Zona Euro.
Será importante preservar valor percebido e evitar guerra de preços. Reposicionar a narrativa em torno de confiança, transparência de custos e impacto local, actualizar identidade visual/copy e lançar sub-marcas económicas para captar segmentos preço-sensíveis sem canibalizar a marca principal. Programas de membership low-cost, conteúdo pós-venda educativo, prolongar o ciclo de vida do cliente e ganhar alcance orgânico com investimento contido.
Com liquidez robusta, eficiência operativa e uma marca que transmita valor — a PME navega um eventual ciclo de consumo fraco sem ceder margens e sai preparada para acelerar quando a procura recuperar.
Jul2025
Declaração de responsabilidade: Esta informação foi gerada com recurso a plataformas de inteligência artificial, a partir de dados públicos disponíveis no momento da sua elaboração. Não constitui aconselhamento legal, financeiro ou previsão garantida de eventos futuros. As respostas apresentadas resultam da formulação de perguntas orientadas para gerar reflexão estratégica e não substituem a análise técnica especializada.